Neste blogue divulgam-se os trabalhos realizados pelos alunos de Filosofia e de Área de Integração do Agrupamento de Escolas da Maia
sábado, 27 de abril de 2019
Exposição "Liberdade e Democracia"
A exposição Liberdade e Democracia foi mais uma das atividades desenvolvidas pelos alunos do 10º ano, a propósito dos 45 anos do 25 de abril.
segunda-feira, 22 de abril de 2019
Liberdade
A propósito da comemoração dos 45 anos do 25 de abril, eis alguns trabalhos de carácter reflexivo realizados por alunos do 10º ano sobre um dos valores fundamentais e impulsionadores da revolução dos cravos: a liberdade.
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| Fonte:http://www.domboscopira.com.br/ |
Quando falamos
de liberdade, no nosso dia a dia, referimo-nos ao facto de se somos realmente
livres, tendo em conta que vivermos numa sociedade que habita sobre as várias
leis constituídas por um governo.
Já a nível filosófico, podemos debater sobre
esse assunto ou podemos aprofundar o tema “a liberdade de escolha’’, ou seja,
se, como seres humanos que se consideram como os únicos seres que possuem
mente, será que nós somos realmente capazes de fazer uma escolha (ou realizar
uma ação) ou será que as nossas ações já estavam predestinadas?
As várias respostas a esta pergunta dependem
muito da pessoa à qual esta questão seja colocada.
No meu ponto de vista, eu acredito que o ser
humano tanto tem liberdade, como não a tem; quando se fala a nível da ação
humana, pode-se dizer que eu defendo o ponto de vista dos compatibilistas.
Se a nível geral, se defendesse o
determinismo radical, não poderíamos julgar qualquer tipo de ação realizada
pelo ser humano, desde os eventos de mais pequeno impacto (por exemplo, atirar
um copo ao chão), até aos de maior impacto (por exemplo, um ataque de um
bombista suicida), pois o determinismo radical defende que qualquer ação que
realizamos já estava pré-destinada e não existe, de algum modo, a possibilidade
de evitar essa ação. Sendo assim, todos os valores morais perderiam o seu
significado e a sua existência passaria a ser completamente inútil.
Se defendessemos o libertismo, poderíamos
afirmar que todas as ações realizadas pelo Homem são realizadas de livre
vontade e que são condenáveis, mas um dos maiores problemas que podemos
encontrar face ao libertismo é a questão de pessoas que sofrem de compulsões
psicológicas, por exemplo. Outro problema que também pode surgir é que o ser humano,
mesmo tendo livre-arbítrio e podendo
escolher fazer o que quiser, não o pode fazer, pois está sujeito a regras e leis que
não lhe permitem sempre fazer o que quiser de livre vontade.
Por último, importa salientar o
compatibilismo, que se pode dizer que é um meio termo entre o determinismo e o
libertismo.
O conceito do compatibilismo refere que o
ser humano pode ter comportamentos que podem ser costrangidos e outros não
constrangidos.
Os comportamentos constrangidos, podem
derivar de doenças como compulsões ou simplesmente quando alguém é coagido, ou
seja, é obrigado a tomar algum tipo de comportamento devido ao facto de não ter
mais escolhas.
Os comportamentos não constrangidos, são
comportamentos que derivam dos nossos próprios desejos, são comportamentos que
podemos realizar sem que nada nem ninguém nos obrigue.
Enquanto os
deterministas acreditam que todos os atos são destinados e os libertistas
acreditam que todos os atos são realizados de livre vontade, os compatibilistas
acreditam que o ser humano só tem controlo sobre alguns dos seus comportamentos,
o que, ao contrário de um ato livre, não é determinado, mas sim um ato forçado.
Apesar do compatibilismo ser a teoria que une os melhores
pontos do determinismo radical e do libertismo, não deixa de ter um grande
problema devido ao facto de se dizer que a teoria em si afirma que o ser humano
é livre, se as suas ações decorrem do seu carácter e dos seus desejos não
manipulados mas, em última análise, o problema é que os nossos desejos e o
nosso carácter são
causados por forças que não controlamos.
Gustavo Moutinho, 10ºF
A Liberdade
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Temos a
sensação de que somos livres, que podemos escolher entre o caminho da esquerda
e o caminho da direita. Mas porque escolhemos um certo caminho? Será que o que
chamamos de “escolha” não é simplesmente o que nós pensamos que fazemos
constantemente mas, na realidade, é o que algo ou alguém pré-determinou para nós
fazermos? Não será a nossa vida um teatro de marionetas onde as pessoas são as
personagens? Num teatro, nós “damos vida” às personagens, sendo que estas
parecem que fazem escolhas e que reagem às ações das outras. No entanto, fomos
nós que imaginámos a história e que pusemos os pequenos bonequinhos de madeira
a representá-la. Não seremos nós os bonequinhos de madeira de um gigante teatro
de marionetas? Já pensámos muito sobre este assunto e nunca conseguimos
prová-lo ou refutá-lo. Mas é certo que se pensamos não constituímos apenas
marionetas. Somos um conjunto de células como todos os outros seres vivos. Mas
o que nos distingue deles? Por que nos autodenominamos de “animais” e, dentro
deles, de “racionais”? Percebemos que o conjunto das nossas células tem uma
organização única e que o nosso cérebro evoluiu ao ponto de desenvolvermos o
conceito de liberdade. E com isto não quero dizer que somos livres. Apenas
inventamos um conceito, uma palavra para designarmos uma ideia, neste caso,
muito abstrata e controversa.
Liberdade é
a condição humana de que podemos optar entre várias possibilidades. E se
considerarmos que temos liberdade, por que razão escolhemos fazer uma certa
ação? Por que alguém decide fazer voluntariado ou doar todo o seu dinheiro para
ajudar pessoas (ou animais) que nunca viu? E por que outras decidem explorar
crianças ou matar indiscriminadamente pessoas que também não conhece? Será que
já nascemos pessoas boas ou más, ou as nossas ações são influenciadas por condicionantes
externas? Será que quem cresce entre o crime ou num ambiente de guerra irá
aceitar isso com mais facilidade? Dizem que sim… Mas estas pessoas terão também
mais consciência das consequências dessas ações e quão dolorosas podem ser.
Serão as nossas escolhas que definem quem somos e quem seremos, ou será que
umas pessoas têm sorte e outras não, independentemente das decisões que tomam?
Ganhar a lotaria pode ser sorte, visto que entre milhões de pessoas que decidem
jogar apenas uma recebe o dinheiro, não dependendo em nada das suas ações
(salvo possíveis ilegalidades). Mas se decidir gastar o dinheiro num cruzeiro e
em seguida, perder o emprego e tornar-se um sem-abrigo já não é sorte, nem
azar. Se tivesse guardado o dinheiro, poderia ter aberto um negócio e ser muito
bem-sucedido. Será que estava já destinado sermos pessoas de sucesso, sermos
sem-abrigo ou acabarmos por morrer na prisão? Se pensarmos a uma pequena
escala, todos somos obrigados a aceitar a ideia de que as nossas ações trazem
consequências, que geralmente conseguimos prever e que podem ser a finalidade
delas ou os chamados “efeitos secundários”. Diferenciamos também as ações que
provocam mudanças positivas na realidade e as que provocam mudanças negativas.
E então por que razão uns escolhem o caminho “socialmente correto” e outros
não? Ao sermos livres, somos necessariamente conscientes das consequências das
nossas ações. E por que não optamos sempre por aquelas que trazem as melhores
consequências? Será que ao deliberarmos consideramos a mudança que cada uma das
opções provocará na realidade ou o nosso cérebro segue apenas por estímulos
externos que nos obrigam a realizar certas ações? E porque não ambas? Podemos
considerar que as nossas ações são influenciadas por agentes externos mas que
perante as alternativas somos capazes de escolher. Um simples exemplo: uma
adolescente vai sair com as amigas e opta por usar uma minissaia pois é o que
as raparigas da sua idade usam, mesmo sabendo que não se vai sentir à vontade e
que os pais não vão gostar da ideia. Ela foi livre para escolher o que queria
usar, mas foi influenciada por fatores culturais. Porém, os pais podem
proibi-la de sair assim de casa mas ela, pelo menos, já mostrou que não
concorda com eles. Todos somos livres, mas a nossa liberdade é condicionada, ou
seja, é nos exigido seguir um conjunto de regras para que seja possível viver
numa comunidade na qual tenhamos os mesmos direitos. Mesmo ao sermos forçados a
segui-las, podemos desrespeitá-las, podemos protestar, podemos revoltar-nos.
Isso traz prejuízos, mas se não trouxesse imaginem como seria a nossa
sociedade! É impossível proibir totalmente alguém de fazer algo que provoque um
impacto negativo no resto da população, mas, no entanto, as regras servem para
desencorajar essas ações através do medo de uma eminente punição.
Assim, temos sempre dois caminhos, por mais extremos que possam parecer, e somos livres para escolher o que fazer. E é conforme as nossas ações (e, porventura, um pouco de sorte) que se traça a nossa vida.
Assim, temos sempre dois caminhos, por mais extremos que possam parecer, e somos livres para escolher o que fazer. E é conforme as nossas ações (e, porventura, um pouco de sorte) que se traça a nossa vida.
Inês Bandeira, 10ºB
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Fonte: http:// http://www.umcaminho.com
O que é a liberdade?
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| Fonte: https://www.pinterest.co.kr |
O que é a liberdade? O que é esta
sensação que todos nós procuramos, mas que muitos não conseguem encontrar? Será
a liberdade apenas limitada a uns ou será que é universal?
Falamos de liberdade quando nos
sentimos concretizados, quando sentimos que demos um passo, não porque nos
disseram para o fazer, mas sim porque assim o quisemos e, como tal, assim o
fizemos! Será o ser humano livre quando acredita que existe algo que é
superior, algo que ultrapassa todos os nossos limites, algo que tem o poder de
se apoderar de todos nós, escondendo a verdadeira razão das nossas decisões?
Será que cada palavra que eu estou aqui a escrever e a apagar, será que todo
este texto já tinha sido planeado?
Cada palavra, cada momento, cada
sorriso, cada abraço que dou, nada disto é falso, nada é representação… sinto o
que digo, sinto cada segundo da minha vida, sinto o meu coração aos pulos
quando estou ao lado de alguém que é importante para mim! Custa-me acreditar que
funciono como uma personagem de um jogo e faço o que faço porque alguém o
decidiu!!!!! Custa-me acreditar que não tenho mente, que não raciocino, que
todos as sensações são meras simulações para ficar convencida que todas as
minhas decisões foram tomadas segundo os meus desejos, quando, pelos vistos,
foi segundo desejos de outros, um outro que é grandioso e superior! Sendo assim,
teremos nós uma identidade, teremos nós a capacidade de amar, de sorrir, de
chorar? Teremos nós desejos, sonhos? Muitos dizem que os nossos sonhos são
mensagens de deuses…e se calhar não somos nada mais nada menos do que
marionetas destes seres divinos……
A liberdade é algo que nos ultrapassa!
Nunca vou saber verdadeiramente se realmente sou ou não livre ou se
simplesmente é suposto sentir-me assim… mas sei que me sinto responsável pelas
minhas ações, que me sinto concretizada quando me dão oportunidade de me
expressar. Mas, independentemente de todas estas suposições, será um ser humano
livre quando é obrigado a ter apenas um filho, quando é obrigado a sorrir e a
acenar perante um ditador que tirou a vida aos seus entes queridos, quando
apenas pode cortar o seu cabelo de acordo com uma lista que foi definida por
alguém? De certeza que esses seres humanos não se sentem tão concretizados, tranquilos
e descansados como eu!
Se calhar é mesmo esta uma das
soluções deste quebra-cabeças: se calhar, é esta sensação de tranquilidade,
serenidade e relaxamento que nos faz sentir vivos, que nos faz sentir que somos
alguém, que nos faz sentir felizes e amados…que nos faz sentir LIVRES!!!!
Inês Santos, 10ºB
O que é a liberdade?
Liberdade é um
conceito encarado com bastante controvérsia. Um assunto que é discutido por
muitos, os quais procuram uma resposta que parece inalcançável. Sempre foi, é,
e penso que sempre será, uma das maiores questões da humanidade. Somos livres
ou é uma mera ilusão? Temos limites e o outro tem limites?
Todos procuramos
a liberdade, sendo que a falta desta apresenta uma das mais temíveis ameaças.
Mas será que somos realmente livres?
O livre arbítrio é um apelo a essa liberdade,
que se traduz no direito de agir de segundo própria vontade, na sensação de não
depender de ninguém e no prazer de poder escolher, analisando antes as
hipóteses que se encontram ao nosso dispor e ponderando sobre a nossa decisão
final.
Este é um tema
que, mesmo podendo não parecer, é bastante complexo, até para alguns filósofos.
Ninguém aparenta ter a capacidade para responder à “simples” questão: O que é a
liberdade? - uma pergunta intrigante que revela a complexidade de toda uma
realidade com a qual não estamos habituados a conviver. Quando fazemos este
tipo de questões a nós próprios apercebemo-nos de que talvez não prestamos a
devida atenção à maioria dos assuntos que nos rodeiam, dos mais simples aos
mais labirínticos e, por vezes, desprezamo-los quando, na verdade, podem ser
dos mais importantes.
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| Fonte: http://filoparanavai.blogspot.com |
A liberdade
está intimamente relacionada com a Ética uma vez que, agindo livremente, nós
devemos ser responsabilizados pelos nossos atos e por isso devemos comportarmo-nos,
em sociedade, da melhor forma para que ninguém seja prejudicado.
Este é um
assunto que deve ser discutido por todos nós para que possamos ter um contacto mais
cuidado e atento com as diferentes realidades que dão vida ao nosso mundo e
para que possamos entender o outro e agir da melhor forma.
Luísa
Guimarães, 10ºB
quarta-feira, 17 de abril de 2019
O que é a liberdade?
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| Fonte: www.brunalyraduque.com |
Esta questão é frequentemente debatida, por
inúmeras pessoas, havendo assim várias pessoas que defendem diferentes noções
de liberdade. Mas afinal, o que é a liberdade?
Estamos enganados ao pensar que ser livre é
fazer aquilo que nos apetece, sem respeitar as outras pessoas à nossa volta,
porque, na verdade, ser livre é ser autónomo para decidir por nós mesmos,
significa assumir riscos, e a liberdade exige que carreguemos o peso das nossas
decisões.
Muitas vezes pensamos que não somos livres por
os nossos pais não nos deixarem sair com os amigos por exemplo, no entanto,
estamos enganados. Um exemplo de pessoas que não são livres são os escravos,
esses sim, não eram livres, não podiam decidir se queriam ou não fazer aquela
tarefa, não podiam recusar aquele trabalho, eram obrigados a fazê-lo sem
objeções, era-lhes negado, portanto, o livre-arbítrio, a liberdade de escolha.
Sendo assim, a liberdade não está apenas em
fazermos o que queremos, mas em planejar e
construir o nosso caminho, o nosso futuro, podendo decidir como, onde e com
quem o percorremos.
Quando somos livres, somos responsáveis pelas
nossas decisões, pois somos nós que as tomamos, sendo por isso, nós que arcamos
com as consequências das nossas decisões, quer estas sejam boas ou más.
Liberdade não inclui apenas a liberdade de
escolha entre uma ou outra ação, mas também se estende aos pensamentos e
emoções, temos uma certa margem para escolher o que pensar ou sentir.
Todos devemos ser livres, respeitando os
nossos direitos, deveres e as restantes pessoas à nossa volta.
Carolina
Amaral, 10ºF
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